A representação política. | Pós Graduação

A representação política.

A representação política de Eduardo Cunha.

Sem dúvida, um dos marcos da política moderna foi o surgimento da representação política enquanto nova forma de exercício do poder, estabelecida pela formação indireta de ação política. Lembrando que na ekklesia ateniense, embora fosse uma assembleia que reunia os cidadãos, a maioria se abstinha de participação ativa, conforme analisa a cientista política Nadia Urbinati (Universidade de Columbia) em um artigo seminal, “Representação como advocacy: um estudo sobre deliberação democrática”, que como seu título indica trata da representação política e do debate entre os estudiosos do tema.

A representação no contexto moderno adquire um sentido relevante na ação política como sendo o ato de tornar presente algo que, no entanto, não está literalmente presente. Em outras palavras, ser representado significa ser feito presente em algum sentido, enquanto não estando presente literal ou plenamente de fato. O debate introduzido pela cientista política, entre outros autores, estimula um novo horizonte na produção normativa sobre a democracia, saindo da negação da representação em favor do participacionismo (e vice-versa) em direção à “redescoberta” da representação e da participação como um continuum da ação política nas democracias modernas.

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